E aí, pessoal? Tudo bem?
Um colega me avisou que meu nome tava rolando por aqui e resolvi dar uma prestigiada e trazer luz em temas que foram citados aqui.
MrDestron, de onde você tirou essa informação/impressão? Vou te dar alguns números para te ajudar, a matemática vai nos ajudar também. Vem comigo!
Eu dirigi 17 filmes para cinema desde 2015, desses filmes, eu me escalei em 01, cujo o ator eu já tinha dublado meses antes em outra empresa. Para sua surpresa, a porcentagem de vezes que me escalei em filmes de cinema chega ao assustador resultado de 0,17%.
"Ah, mas você fez o vilão de OPM na segunda temporada!"
É só pegar as entrevistas que dei para os incontáveis eventos pelo Brasil e nem precisa de muito esforço para compreender. Na primeira temporada, fizemos cerca de 100 testes. Foram baterias e baterias. Pro Saitama foram 5 rodadas. Na segunda temporada, novamente mais testes para os personagens e pasme: Muitos dubladores já tinham fixos pequenos, médios e grandes. Foram quase 150 dubladores nos primeiros 12 episódios. Com isso, eu não tinha muita alternativa de elenco. Me coloquei no teste e nas notas que mandei para o cliente, sugeri outro ator que não fosse eu, por dois motivos: O personagem gritava MUITO e por não querer PRIVILEGIAR meu trabalho de forma injusta. O cliente escolheu o Diego e quanto a isso eu não posso fazer mais nada, fui lá e fiz o meu melhor, e não é que o público gostou? Talvez aqui não, mas aqui é um microcosmo dessa internet tão gigante não é?
Eu super respeito o fórum, e digo isso faz muito tempo, mas muitas das vezes acredito que tem uma certa "maldade" e as opiniões aqui são um pouco enviesadas a favor do próprio arcabouço pessoal. A realidade dentro do estúdio, na pré-produção e no contato com os clientes é muito mais complexa e vertical do que se possa imaginar aqui. Em Bastard por exemplo, eu não tinha me escalado para o personagem principal. Tinha escalado um colega que admiro muito, mas ele enfrentava uma questão pessoal delicadíssima e esse personagem deveria ser gravado presencial pois gritava PARA CARAL..
Não vou ficar me esticando aqui, mas achei curioso o comentário do MrDestron e a réplica do Reinaldo. Em quatro temporadas de Young Sheldon (ou seja 84 episódios) eu fiz um total de 0 personagens entre convidados ou fixos. Em American Gods (primeira temporada) fiz um total de 0 personagens entre convidados ou fixos. Em Star Wars Visions fiz um total de 0 personagens entre convidados e fixos. Em Cavaleiro do Lua fiz um total de 0 personagens entre convidados e fixos. A matemática é exata né? Eventualmente, raramente, fiz uso da minha escalação e os motivos são diferentes e sempre ancorados em critérios artísticos. Agora em Setembro, teremos a estreia de dois projetos muito importantes pra mim. O primeiro (na primeira quinzena), eu fiz um total de 0 personagens. E o que estreia nos cinemas na segunda quinzena, repeti o feito e fiz um total de 0 personagens.
Reinaldo, com relação ao seu comentário de que escalo os "amigos", puxa a escalação de tudo que fiz nos últimos 7 anos e vai cair da cadeira também. E quando escalo algum amigo, pode apostar que ele arrebentou ou vai arrebentar no papel. Adoro dicas, toques e conselhos construtivos... mas tem que ser ancorado em fatos, em conhecimento de mercado, em conhecimento na realidade que se passa dentro do estúdio e nos seus corredores. Achismos e impressionismos não contam pra mim. Falar até papagaio fala.
Abs,
DL
Um colega me avisou que meu nome tava rolando por aqui e resolvi dar uma prestigiada e trazer luz em temas que foram citados aqui.
MrDestron, de onde você tirou essa informação/impressão? Vou te dar alguns números para te ajudar, a matemática vai nos ajudar também. Vem comigo!
Eu dirigi 17 filmes para cinema desde 2015, desses filmes, eu me escalei em 01, cujo o ator eu já tinha dublado meses antes em outra empresa. Para sua surpresa, a porcentagem de vezes que me escalei em filmes de cinema chega ao assustador resultado de 0,17%.
"Ah, mas você fez o vilão de OPM na segunda temporada!"
É só pegar as entrevistas que dei para os incontáveis eventos pelo Brasil e nem precisa de muito esforço para compreender. Na primeira temporada, fizemos cerca de 100 testes. Foram baterias e baterias. Pro Saitama foram 5 rodadas. Na segunda temporada, novamente mais testes para os personagens e pasme: Muitos dubladores já tinham fixos pequenos, médios e grandes. Foram quase 150 dubladores nos primeiros 12 episódios. Com isso, eu não tinha muita alternativa de elenco. Me coloquei no teste e nas notas que mandei para o cliente, sugeri outro ator que não fosse eu, por dois motivos: O personagem gritava MUITO e por não querer PRIVILEGIAR meu trabalho de forma injusta. O cliente escolheu o Diego e quanto a isso eu não posso fazer mais nada, fui lá e fiz o meu melhor, e não é que o público gostou? Talvez aqui não, mas aqui é um microcosmo dessa internet tão gigante não é?
Eu super respeito o fórum, e digo isso faz muito tempo, mas muitas das vezes acredito que tem uma certa "maldade" e as opiniões aqui são um pouco enviesadas a favor do próprio arcabouço pessoal. A realidade dentro do estúdio, na pré-produção e no contato com os clientes é muito mais complexa e vertical do que se possa imaginar aqui. Em Bastard por exemplo, eu não tinha me escalado para o personagem principal. Tinha escalado um colega que admiro muito, mas ele enfrentava uma questão pessoal delicadíssima e esse personagem deveria ser gravado presencial pois gritava PARA CARAL..
Não vou ficar me esticando aqui, mas achei curioso o comentário do MrDestron e a réplica do Reinaldo. Em quatro temporadas de Young Sheldon (ou seja 84 episódios) eu fiz um total de 0 personagens entre convidados ou fixos. Em American Gods (primeira temporada) fiz um total de 0 personagens entre convidados ou fixos. Em Star Wars Visions fiz um total de 0 personagens entre convidados e fixos. Em Cavaleiro do Lua fiz um total de 0 personagens entre convidados e fixos. A matemática é exata né? Eventualmente, raramente, fiz uso da minha escalação e os motivos são diferentes e sempre ancorados em critérios artísticos. Agora em Setembro, teremos a estreia de dois projetos muito importantes pra mim. O primeiro (na primeira quinzena), eu fiz um total de 0 personagens. E o que estreia nos cinemas na segunda quinzena, repeti o feito e fiz um total de 0 personagens.
Reinaldo, com relação ao seu comentário de que escalo os "amigos", puxa a escalação de tudo que fiz nos últimos 7 anos e vai cair da cadeira também. E quando escalo algum amigo, pode apostar que ele arrebentou ou vai arrebentar no papel. Adoro dicas, toques e conselhos construtivos... mas tem que ser ancorado em fatos, em conhecimento de mercado, em conhecimento na realidade que se passa dentro do estúdio e nos seus corredores. Achismos e impressionismos não contam pra mim. Falar até papagaio fala.
Abs,
DL
Reinaldo Escreveu:Não acho que ele faça isso, mas escala amigos com frequência rs
Gente bem relacionada se dá bem mesmo. Ela não dirige na MGE pelo que sei, acho que começou na Sérgio Moreno depois foi na Gigavoxx..
